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Pedro Alonso López e a Teoria Psicanalítica de Freud

  • Allane Valéria Ferreira Santos
  • 5 de nov. de 2015
  • 6 min de leitura

Universidade de Brasília – UnB

Disciplina: Psicologia da Personalidade I

Professora: Elisa Walleska Kruger Costa

Aluna: Allane Valéria Ferreira Santos

Turma : B

Matrícula: 11/0058020

Esse texto abordará o caso de Pedro Alonso López um assassino confesso(serial killer) da Colômbia. A partir da exposição da breve biografia de López tentar-se-á fazer uma análise a partir da teoria da psicanalista de Freud.

Pedro Alonso López foi acusado de ter matado mais de 300 pessoas. Os crimes de López começaram a ganhar atenção internacional a partir de uma entrevista conduzida por Ron Laytner, um foto-jornalista de longa carreira que conheceu López em sua cela na Prisão de Ambato em 1980. De acordo com Laytner, López ficou conhecido como o "Monstro dos Andes" em 1980 quando ele levou a polícia aos túmulos de 53 de suas vítimas, no Equador, todas as meninas entre nove e doze anos de idade. Depois, em 1983 ele foi declarado culpado de assassinar 110 jovens no Equador e confessou ter efetuado mais de 240 assassinatos de meninas dadas por desaparecidas no Peru e na Colômbia. O mais mortal serial killer dos arquivos policiais, conhecido como “Monstro dos Andes”, agiu em 3 países. Nasceu na Colômbia, filho de mãe prostituta que o expulsou de casa aos 9 anos de idade por ele ter molestado sua irmã mais nova. Foi adotado por um pedófilo e sodomizado à força. Aos 18 anos, foi espancado e estuprado na prisão por uma gangue e se vingou matando 4 de seus agressores. Ao ser solto, começou matando meninas com frieza e impunidade.

Em 1978, já havia assassinado mais de 100 meninas no Peru. Mudou-se para a Colômbia e Equador, onde matava em média de 3 vezes por semana. Ele gostava mais de matar meninas equatorianas, pois segundo ele, eram mais gentis e confiáveis, mais inocentes. A polícia atribuiu o grande número de desaparecimentos de meninas às atividades de escravização e prostituição na área.

Em 1980, um dilúvio de sangue revelou a primeira de suas vítimas. Quando foi preso, contou aos investigadores as assustadoras histórias de sua trilha de morte. No início, as autoridades não acreditavam nos relatos de Lopes, mas todas as dúvidas desapareceram quando ele mostrou o local onde estavam enterrados mais de 50 corpos. Acredita-se que Lopes pode ter cometido mais de 300 assassinatos.

O desenvolvimento do comportamento de López pode ser analisado através da teoria psicanalítica de Freud No entanto, é necessário contextualizar a teoria anteriormente citada.

Freud foi o fundador da PSICANÁLISE ou TEORIA PSICANALÍTICA que é o campo de hipóteses sobre o funcionamento e desenvolvimento da mente no homem. A qual se interessa tanto pelo funcionamento mental normal como pelo patológico. Para o teórico o homem não é apenas um ser racional, por que há impulsos irracionais que os influenciam. Esses impulsos irracionais se manifestam através do inconsciente. O inconsciente trata-se de uma energia e uma lógica em tudo oposta à lógica da consciência que é a parte menor e mais frágil da nossa estrutura mental. Podemos imaginar a consciência como a ponta de um iceberg e a montanha submersa abaixo como o inconsciente. "A percepção que temos do mundo é consciência; as lembranças, inclusive a dos sonhos e devaneios são consciência. A memória é consciência e só há memória de fatos mentais conscientes.” (pág. 46, O que é psicanálise, Fábio Herrmann). Pode-se entender que o inconsciente é o oposto da consciência, pois desconhece o tempo, a negação e a contradição.

A consciência do ser humano é descrita por Freud em três níveis: O consciente: abarca todos os fenômenos que em determinado momento podem ser percebidos de maneira conscientes pelo indivíduo; O pré-consciente: refere-se aos fenômenos que não estão conscientes em determinado momento, mas pode tornar-se, se o indivíduo desejar se ocupar com eles; O inconsciente: diz respeito aos fenômenos e conteúdos que não são conscientes e somente sob circunstâncias muito especiais podem tornar-se.

Na teoria freudiana o aparelho psíquico é composto por níveis estruturais que compõe a personalidade: como id, o superego e o ego.

O id é a fonte da energia psíquica (libido), formado pelas pulsões, instintos, impulsos orgânicos e desejos inconscientes. Ele funciona segundo o princípio do prazer, ou seja, busca sempre o que produz prazer e evita o que é aversivo. O id desconhece juízo, lógica, valores, ética ou moral, é completamente inconsciente.

Já o ego se desenvolve a partir do id com o objetivo de permitir que seus impulsos sejam eficientes, ou seja, o ego permite o id levando em conta o mundo externo. É o chamado princípio da realidade. Esse princípio introduz a razão, o planejamento e a espera ao comportamento humano. A satisfação das pulsões é retardada até o momento em que a realidade permita satisfazê-las com um máximo de prazer e um mínimo de consequências negativas. A principal função do ego é buscar uma harmonização, inicialmente entre os desejos do id e a realidade e, posteriormente, entre os desejos do id e as exigências do superego.

Por fim, o superego é a parte moral da mente humana e representa os valores da sociedade. O superego tem três objetivos: (1) inibir (através de punição ou sentimento de culpa) qualquer impulso contrário às regras e ideais; (2) forçar o ego a se comportar de maneira moral (mesmo que irracional) e (3) conduzir o indivíduo à perfeição - em gestos, pensamentos e palavras. O superego forma-se após o ego, durante o esforço da criança de apreender os valores recebidos dos pais e da sociedade. Ele pode funcionar de uma maneira bastante primitiva, punindo o indivíduo não apenas por ações praticadas, mas também por pensamentos. A função do ego é tentar harmonizar a ação do id, do mundo exterior e do superego. Para isso, pode fazer uso dos mecanismos de defesa.

A teoria psicanalítica de Freud apresenta ainda, que o desenvolvimento psicossocial do indivíduo se inicia desde os primeiros anos de vida, a partir de fases ou estágios psico-sexuais definidas por regiões do corpo definidas como Fase oral, nessa fase a criança vivencia prazer e dor através da satisfação ou frustação de pulsões orais, ou seja, pela boca. Essa satisfação se dá independente da satisfação da fome. Para a criança, sugar, mastigar, comer, morder, etc. tem uma função ligada ao prazer, além de servirem à alimentação. A fase oral se divide em duas fases menores, definidas pelo nascimento dos dentes. Antes, passiva-receptiva; com os primeiros dentes a criança passa a uma fase sádica-ativa através da possibilidade de morder. Na Fase anal a satisfação das pulsões se dirige ao ânus, ao controle da tensão intestinal. A criança tem de aprender a controlar sua defecação e, dessa forma, deve aprender a lidar com a frustração do desejo de satisfazer suas necessidades imediatamente. A Fase fálica se caracteriza pela importância da presença (ou, nas meninas, da ausência) do falo ou pênis. Assim, o prazer ou o desprazer estão ligados à região genital. As dificuldades dessa fase estão ligadas ao direcionamento da pulsão sexual ao genitor do sexo oposto e aos problemas resultantes. A resolução desse conflito está relacionada ao complexo de Édipo e à identificação com o genitor de mesmo sexo. O complexo de Édipo é caracterizado por sentimentos de amor e hostilidade, quando ocorre a diferenciação do sujeito em relação aos pais. A criança começa a perceber que os pais pertencem a uma realidade cultural e que não podem dedicar-se apenas a ela porque possuem outros compromissos.

Nessas fases, ao ser confrontada com frustações, a criança é obrigada a desenvolver mecanismos para lidar com tais frustações. A maneira como a criança atravessa essas fases e as reações dos familiares perante suas ações constituem mecanismos que são a base da futura personalidade da pessoa. Período de latência, é a fase mais tranquila, onde as fantasias e os impulsos sexuais são reprimidos, tornando-se secundários, e o desenvolvimento cognitivo e a assimilação de valores e normas sociais se tornam a atividade principal da criança, continuando o desenvolvimento do ego e do superego. A última fase é a Genital que se desenvolve durante a adolescência, estendendo-se até a vida adulta, onde as pulsões sexuais, acompanhando a maturação biológica, despertam-se novamente e são dirigidas a uma pessoa do sexo oposto. A escolha do parceiro não se dá independente dos processos de desenvolvimento anteriores, mas é influenciada pela vivência nas fases antecedentes. Além disso, apesar de continuarem agindo durante toda a vida do indivíduo, os conflitos internos típicos das fases anteriores atingem na fase genital uma relativa estabilidade conduzindo a pessoa a uma estrutura do ego que lhe permite enfrentar os desafios da idade adulta.

Partindo dessa contextualização de psicanálise, pode-se concluir que a agressividade de Pedro Alonso López se dá a partir da fase fálica e do seu inconsciente. Os traumas vivenciados pelo assassino em série podem evidenciar que o seu inconsciente se utilizou de tais situações para exprimir-se. Concluo que experiências aterrorizantes vividas por López na infância e na fase adulta o estimularam para seu comportamento assassino.

Referências Bibliográficas

http://csinatal.blogspot.com.br/2012/08/pedro-alonso-lopez-o-monstro-dos-andes.html

Fonte: Psicanálise Freudiana http://fundamentosfreud.vilabol.uol.com.br/

HERRMANN, Fábio. O que é psicanálise. São Paulo: Abril cultural: Brasiliense, 1984. (Coleção primeiros passos; vol. 12)

http://escritasdapsique.blogspot.com.br/2011/05/teoria-psicanalitica-de-freud.html


 
 
 

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