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Analise do tratamento de comportamentos psicopatas no documentário Child of Rage

  • Marina Jaccoud
  • 5 de nov. de 2015
  • 4 min de leitura

Esse artigo trata do documentário, Chil of Rage (1990), visando analisar o diagnóstico e o tratamento dado para Beth, a protagonista do filme. O documentário é feito usando gravações do psicólogo, Dr. Ken Magid das suas sessões nas quais tratou a menina e nais quais confrontava­a com seus comportamentos anti­sociais. O filme também mostra depoimentos da família sobre como sentiam a situação de viver sobre total estresse e medo. Além de depoimentos da menina que admite ter vontade de machucar e matar a sua família.

O filme trata de duas criança, Elizabeth e Thomas, que foram adotada por um casal aos seus 19 meses (Beth) e 7 meses (Thomas). As crianças passaram por meses de abusos antes de chegar na casa do casal Tim e July. Os pais adotivos logo notam vários problemas comportamentais, que logo se mostram como sintomas da violência e abuso sexual que sofreram nas mãos dos pais biológico.

O comportamento de Beth, aos 7 anos, é particularmente agressivo, sexual e invasivo com o irmão. Ela tem uma visível dificuldade de se conectar com outros indivíduos, e falta total de remorso ao machucar ou assustar sua família, Beth não tinha noção de certo e errado. Logo no início do documentário ela é diagnosticada com dificuldade de criar laços, a criança não confia, não se doa.

A menina alfinetava o cachorro, matou filhotes de passarinhos, escondia facas (com o objetivo de machucar seus país e irmão) e se masturbava constantemente. E mesmo admitindo todos os seus atos com bastante consciência, ela nunca demonstra culpa pelos atos.

O comportamento da menina demonstra muitos traumas, por causa de abuso sexual e maus tratos. Ela age violentamente com o irmão e os pais, faz ameaças, tem impulsos de mata­los ou/e agredi­los é um comportamento assustador e que não parece ter solução.

O foco da minha analise é no tratamento e na cura dada á criança, e nos motivos e traumas que a levaram á um comportamento agressivo como o apresentado no documentário. A menina, foi retirada da custódia dos pais biológicos com pouco mais de 1 ano e alguns meses. Nesse período, de acordo com a análise Freudiana de desenvolvimento psicossexual, ela sofreu traumas nas fases oral e anal.

De acordo com Freud, na fase oral, a criança aprende a lidar com o prazer e frustrações de pulsões orais, ligadas aos mecanismos de prazer e capacidade de lidar com frustrações, é uma fase que trata da ligação entre mãe e filho. A fixação nessa fase pode causar depressão/ dependência dos outros. Fase na qual se forma o ego.

Na fase Anal, ainda de acordo com Freud, a criança lida com o controle da tensão intestinal, aprendendo a lidar com frustração e desejo de satisfazer suas necessidades. Essa fase, assim com a fase oral, é fundamental para definir a personalidade do indivíduo. A fixação nessa fase leva a neurose obsessivo­compulsiva, Fase de interiorização das normas sociais.

Beth, após passar por abusos na fase oral e inicio da fase anal, tinha comportamentos muito agressivos. Colecionava facas no quarto, mentia, agredia e atormentava o irmão e ameaçava matar os pais e o irmão. O comportamento piorava com as tentativas dos pais de colocar a menina em contato com a realidade da dor e sofrimento que ela causava ao irmão, assim como coloca­la em contato com a consciência de que era errado assassinar ou machucar quem quer que seja.

O documentário é uma excelente possibilidade de análise das fases do desenvolvimento psicossexual de Freud. A criança foi exposta a muitos traumas bem precocemente em todo o desenvolvimento de sua primeira infância. E seus traumas provém daí. Mas a falta de precisão do que os irmão sofreram e de dados concretos sobre seus pais e primeiros anos me impedem de arriscar uma analise mais profunda e complexa considerando que cada indivíduo vai desenvolver seus próprios traumas, sintomas e mecanismos de defesa em função das violências na infância.

Nessa analise vou me focar na importância de uma família amorosa, estruturada e preparada e de um time de psicólogos dedicados para o tratamento da criança. A recuperação de indivíduos com comportamento psicopata tem que ser fundamentado nos laços que a pessoa vai criar e na mudança de percepção dos seus sentimentos, assim como em entender esses traumas. É um documentário muito interessante que denuncia a importância de tratar esse indivíduos, pois existe uma "cura", uma mudança de padrão comportamental que resocializaria o indivíduo, mas para isso o caminho é longo e o indivíduo vai precisar de muito apoio e amor.

O filme trata de uma questão muito difícil: a dificuldade de conviver, compreender, amar e tratar pessoas com comportamentos anti­sociais. Mas deixando bem claro que são indivíduos que precisam amar e ser amados, e que estrutura, confiança e amor são os únicos caminhos para a recuperação.

O documentário propõe um tratamento no qual a menina foi afastada dos pais adotivos e do irmão, e colocada em uma outra família (que já abrigava jovens com problemas comportamentais) com muita estrutura e controle das crianças. Desenvolvendo um ambiente familiar que aumenta a auto estima da criança, visando fazer a criança se ver como alguém digno de amor e confiança. O tratamento também envolve ter mais responsabilidades em casa, terapia e resocialização.

Ao final do documentário, Beth é uma outra pessoa, começou a desenvolver senso de certo e errado, desenvolver empatia, e até ir para escola. O documentário mostra a importância do atendimento a todos os casos de personalidades anti­sociais. Pois as feridas psicológica podem ser profundas, mas não são incuráveis: existe recuperação.

Referências:

http://www.psicologianova.com.br/fases­desenvolvimento­psicossexual­freudianas/

http://espacoteologico.blogspot.com.br/2011/05/ira­de­um­anjo­resumo.html

VÍDEO “A IRA DE UM ANJO”

https://www.youtube.com/watch?v=8Bp­cgUQpbk


 
 
 

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