A Aprendizagem e a Teoria do Humanismo de Carl Rogers
- Fernanda da Rocha Medeiros
- 3 de nov. de 2015
- 4 min de leitura
Universidade de Brasília
Disciplina: Psicologia da Personalidade Turma: E
Professora: Elisa Walleska Krüger Costa
Aluna: Fernanda da Rocha Medeiros Matrícula: 13/0109924
Aprendizagem nada mais é do que aprender sobre um determinado assunto, ou apenas aprender com a vida. Mas a aprendizagem abordada será a aprendizagem de conhecimento, de conseguir absorver tal e aplica-lo. O que hoje para muitos educadores, tornaram-se um desafio.
O problema de aprendizado pode estar relacionado a falta de motivação, tanto intrínseca quanto extrínseca para com o individuo. A motivação intrínseca está ligada a pessoa, ou seja, dela mesmo querer aquilo, querer conquistar sem regredir independente de perdas. Talvez essa possa ser uma justificativa para tantos abandonos de curso no decorrer da vida acadêmica universitária, ou então aqueles que nunca terminam o que começam. E a motivação extrínseca está ligada a estímulos externos, neste caso no estímulo dado pelo professor, a fim de estimula-lo a aprender. Por exemplo, em uma turma onde todos os alunos vão mal em uma atividade e o professor desmotiva-os, insinuando que não são capazes, ou ele os estimula vendo sempre um ponto positivo no que é negativo.

Mas porque atualmente tem sido tão difícil de os alunos aprenderem? Talvez por que nossa sociedade está tendo um olhar mais individual, com a ideia de que não é necessária a presença do outro, digo isso, pois Rogers, em sua teoria, dita que o aprendizado está altamente relacionado com a compaixão, com a empatia para com o outro, para que a mesma seja eficaz.
Em um texto de RAASCH, Leida, ela relaciona o problema do aprendizado com a falta de motivação. Ela cita: ”Para motivar alunos é imprescindível analisar as formas de pensar e aprender para assim, desenvolver estratégias de ensino que partam das suas condições reais, inserindo-os no processo histórico como agentes.” Ainda, a mesma cita que para uma melhor aprendizagem é preciso formar corretamente o educador para um olhar de compreensão e motivação, tirar a ideia de aprendizado como método de ensino e sim compreender o ato de aprender. A partir disso, podemos deduzir que sem conhecer o outro, o aprendizado pode tornar-se mais difícil, aqui entra a ideia de Rogers, onde ao relacionar a empatia do professor pelo aluno, o aprendizado será muito maior e consequentemente mais proveitoso.

Um dos problemas sofridos pela atualidade é o processo de aprendizagem. Onde ocorre uma batalha entre o professor e o aluno para que tal aconteça, porém desconhecem-se casos onde a culpa é totalmente do aluno ou do professor, mas sim espera-se que tal problema seja resolvido com mudanças comportamentais de ambos. O problema de aprendizagem que afeta os alunos em geral é vivido diariamente e visto explicitamente nas notas dos mesmos. A capacidade de gerar aprendizagem sobre certo tema é um desafio para todo educador, desde as primeiras séries alfabetizadoras até o pós-doutorado.
Talvez essa resposta em notas abaixo da média possa ser notada pelo método de avaliação do educador, onde é comparado por DIB, C.Z. (2002) dois métodos avaliativos, onde em um deles os alunos obtém notas acima de 9,o qual deixava o aluno livre para realizar a tarefa quando quisesse ou quando bem entendesse . Ou talvez, o método de ensinar ou de ser um facilitador para o aprendizado, como dito por Carl Rogers, esteja sendo realizado de maneira errada.
O problema da falta de empatia e tato entre os indivíduos, e individualismo em exagero, onde cada um tem o seu mundo e pouco tempo para o social, acaba por agravar esse caso de geração de empatia pelo outro e ajudar o outro sem espera de nada em troca. Mas o que viver em sociedade e sozinho tem a ver com a aprendizagem? Absolutamente tudo. Um indivíduo muitas vezes sente-se desmotivado e sozinho, não alcançando seus objetivos de vida, sem a motivação intrínseca e extrínseca, a qual está diretamente relacionada com a aprendizagem.

Carl Rogers acredita em sua teoria de Abordagem centrada na pessoa, tira o professor do centro da aprendizagem e o torna uma espécie de facilitador os alunos e o aprendizado. Rogers em sua teoria relacionada a aprendizagem dita três princípios: O primeiro é o caráter verdadeiro, que diz ser uma pessoa sincera e autêntica, que tenha um contato real de importância para com o aluno, de viver aquilo que é proposto, de tratar os alunos de igual para igual. O segundo trata-se de valorização, aceitação e confiança, trata-se de valorizar o outro sendo aluno ou professor, de aceitar como o indivíduo é sem críticas negativas, gerando uma confiança entre os indivíduos, sem diferença. A terceira e última diz sobre a compreensão, compreender o outro é essencial para um bom convívio. Esse três princípios usados em conjunto pelo profissional educador, ocasionam em sucesso tanto de aprendizagem quanto de ensino.
Diversos problemas são vistos diariamente na educação, principalmente na brasileira, onde os alunos querem sobrepor-se sobre os professores e os professores querem sobrepor-se sobre os alunos, na maioria dos casos. Acredito que isto, não seja uma convivência saudável para ambos. Porque não ter uma relação saudável? Sem visar o professor com uma pessoa inatingível e sim como um companheiro para novas descobertas e vice-versa.

Em um livro de Zimring (2010), é dito que a teoria de Rogers relacionada à educação e à aprendizagem tem dado resultados positivos. Assim, acredito que a aplicação desta teoria na educação dos professores seria um método eficaz de aprendizado e de melhores resultados futuros, tanto para os alunos quanto para os professores. Sempre utilizando, em minha opinião, a empatia pelo outro. Procurando compreende-lo e ajuda-lo nos desafios devida diária.
Fonte:
ZIMRING, Fred. CARL ROGERS. Tradução e organização: Marco Antônio Lorieri. – Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 142 p.: il. – (Coleção Educadores);Editora Massangana, 2010.
DIB, C.Z. Afinal, o que você efetivamente mede quando sua avaliação é refenciada pela distribuição normal? Boletim Informativo do Instituto de Física - IFUSP ANO XVIII - No.18 - 14/06/2002.
RAASCH, Leida. A Motivação do aluno para a aprendizagem. Faculdade Capixaba de Nova Venécia, Espírito Santo, v. 1, n. 1, p.1-10, 26 ago. 1999.
FONSECA, Maria de Jesus Martins da. Carl Rogers: Uma visão holística do homem da terapia centrada no cliente à pedagogia centrada no aluno. Millenium: ordem, Viseu - Portugal, v. 01, n. 36, p.01-28, 01 maio 2009.
ROGERS, Carl R. Tornar-se pessoa. 5. ed São Paulo: Martins Fontes, 2001.
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